Nossos Professores

 

Palhaço, escritor e educador.

Diretor na Empresa Laboratório de Escuta e Convivência (LEC).

Segredo: “Quando ninguém está vendo, eu aproveito.”

“Sobre a Operação Arco-Íris, posso destacar que é confortador saber que tem gente que acredita MESMO que podemos mudar a realidade pelo poder do afeto, da sinceridade, da humanidade, do encontro.

 

Dar treinamento para os voluntários da OAI foi demais, porque eles também acreditam que o palhaço é um agente de transformação de si mesmo, do outro, do mundo. Resumo a OAI em uma palavra: idealistas.”

Ator/improvisador, diretor e autor/roteirista.

Integrante do grupo de comédia Barbixas.

Lema: “Ser palhaço é respirar junto com a sua platéia.”

 

 

 

 

“Quando eu tinha uns 16 anos, vi um vídeo do trabalho dos Doutores da Alegria e fiquei com muita vontade de participar. Fui atrás deles e a primeira vez que os vi foi num cabaré que faziam o incrível "Midnight Clown".

Assistia a todos e foi lá que pedi para participar. Tanto a minha idade quanto a minha inexperiência eram limitadoras para os Doutores. E com razão!

Foi aí que fui apresentado pelos próprios Doutores (e muito ajudado pela Soraya) para a presidente do Arco-Íris na época, a Mirian. 

 

Publicitário, improvisador, palhaço, professor e apresentador.

Fundador do grupo Jogando no Quintal.

Crença: “O Palhaço é o espelho do homem”.

 

 

 

“Conheci a Operação Arco Iris, através da fundadora Miriam Abuhab, que contava com 3 palhaços fazendo o trabalho semanal. Entrei no projeto (acho que era 1995) e fiquei encantado. Fui Vice Coordenador. Até que em 1997, com 27 anos de idade, decidi largar tudo e estudar para ser palhaço profissional. Fui para Nova Yorque tentar trabalhar ou estagiar no Clown Care Unit (a matriz dos Doutores). Contei minha história ao big boss e fundador Michael Chrinstensen. Ele me disse que não tinha como me colocar no projeto. Depois de muita insistência me deixou assistir o trabalho de uma dupla no hospital. Assisti e fiquei feliz porque vi que o trabalho que fazíamos aqui na Operação Arco-Íris estava muito perto do que os profissionais americanos faziam.

 

Para mim foi muito bacana dar um treinamento para os voluntários da Operação Arco-Íris, pelo fato de ter sido o grupo de palhaços onde comecei a minha história há 20 anos atrás. Percebi que mesmo depois de muito tempo, depois de muito crescimento, o projeto continua sério e muito responsável. Fazer palhaço no hospital não é brincadeira. É coisa séria. Não se pode fazer de qualquer jeito. Então foi muito legal ver que o grupo continua apostando na seriedade dos voluntários e principalmente na formação e treinamento dos novos palhaços que vão visitar os hospitais com seus narizes vermelhos todas as semanas.”

 

 

 

Fiquei no pé dela durante 2 anos sem parar e, ao final, ganhei pela persistência. Entrei como "caçula" e até fazer 18 anos eu treinei e era proibido de ir ao hospital.

E foi nascendo aí o meu palhaço.Permaneci como palhaço voluntário em hospital na OAI durante 7 anos.

Foi muito emocionante retornar a essa organização e passar ensinamentos de improvisação para os voluntários. Foi uma volta que nunca esperaria que a vida daria. Me lembrei muito da turma da minha época e de como era divertido o trabalho.

 

Atualmente, o grupo está muito coeso e extremamente interessado. Foi tudo muito bem organizado! Visitar as histórias que passei e/ou presenciei com os voluntários me fez lembrar de muitas coisas que só agora entendo melhor o significado. A Operação Arco-Íris é séria e divertida ao mesmo tempo! Mistura muito rara.”

Palhaço e ator.

Fundador do Barracão Teatro em Campinas.

Filosofia: “O palhaço representa a possibilidade de nos entendermos rindo do que somos.”

 

 

“O que me levou a ser palhaço foi o fato de eu não ter um porte de herói! Sempre quis falar de coisas importantes para os homens e só consegui fazê-lo através da figura anti heróica do palhaço. Aliás com o Palhaço posso ser herói, soldado, pintor, médico, ator e até público!!! O riso nos faz abrir o coração e é pra ele que quero falar…

Dar oficinas para os voluntários da Operação Arco-Íris foi um desafio interessante, pois os palhaços da OAI não têm a intenção de serem profissionais da palhaçaria. São voluntários. Para mim, o mais importante era manter a característica de brincante dos voluntários e ao mesmo tempo dar-lhes a dimensão de que os palhaços num hospital devem estar a serviço do encontro com o outro.”

 

Crédito da Foto: Vanessa Soares – Espetáculo: WWW para FREEDOM.