Nossos Voluntários

Coordenador e professor de arte e teatro.

Voluntário da OAI desde 2012.

Desejo: “Se eu fosse do sexo oposto, eu usaria a TPM como desculpa para muita coisa.”

“Uma vez eu fui ao circo, ainda criança, e vi um palhaço trapezista que me encantava. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Lembro que ria muito e naquela época já pensava em ser palhaço.

Hoje, acordo cedo para ir ao hospital como metáfora de um pensamento que tenho: “A humanidade está doente e acredito que a linguagem do palhaço tem o poder transformador nos indicando a possibilidade de que ainda há alguma esperança.”

 

Além dessa metáfora, que acredito como missão pessoal, vou ao hospital por prazer que tenho de me divertir e alegrar o outro.

Elegi a Operação Arco-Íris pela seriedade do comprometimento da ONG em buscar uma formação contínua, defendendo uma linguagem de palhaço em que eu acredito.

 

O momento mais marcante como palhaço voluntário da OAI aconteceu quando entrei com um parceiro num quarto de uma menina que estava respirando por aparelhos e quando propusemos um jogo bem simples, onde cantávamos canções e o batimento cardíaco da pequena garota se alterou. A imagem que tenho guardada daquele momento é muito marcante e me dá forças para continuar fazendo o trabalho voluntário.

 

Acredito que o palhaço representa o estado de ser a criança que fui.”

Analista sênior de marketing e comunicação na Universidade de Cambridge.

Voluntário da OAI desde 2014.

Mania: Quando ninguém está me vendo, eu falo sozinho, discuto com a TV, pego meu sabre de luz de plástico e represento um JEDI.

 

 

“Acredito que o hospital é um local de grande aprendizado. O cenário "presumido" deste local é de tristeza, de doenças e choro. Entretanto, é também um local onde nos deparamos com uma gama de sentimentos que certamente contribuem para meu aprendizado. Lições de vida, histórias, reação, felicidade, todos estes sentimentos me tornam uma pessoa melhor.

 

Aprendi que a medicina alcança várias etapas de um tratamento, mas não compreende um todo. Este todo só é preenchido pela energia do palhaço.

 

Vivenciei uma situação triste com uma das minhas irmãs que ficou muito doente. Cheguei à conclusão de que era preciso levar um pouco de humanidade ao cenário trágico que eu vivi no hospital. Percebi que toda a minha "loucura" ou "tontice" ou "bobagem" era de fato muito valiosa. Entendi ali a minha vocação: eu virei um palhaço!

Decidi fazer parte da Operação Arco-Íris por conta da capacitação dos voluntários e da fama que a ONG possui neste meio, mas também pela cara de tonto de todos os palhaços na página do facebook da organização.

 

Ser um palhaço voluntário da Operação Arco-Íris é uma grande descoberta.”

 

Profissional autônoma.

Voluntária da OAI desde 2002.

Prato Predileto: rim ensopado com batatas (é verdade!)

“Eu poderia estar na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê, mas decidi acordar cedo e ir para hospital porque é como oxigênio, ou seja, preciso respirar o palhaço.

 

Assistir ao filme Patch Adams me inspirou a ser palhaça e entrei na Operação por indicação do meu primeiro professor, Márcio Ballas.

Faço parte da OAI há muitos anos e o mais marcante disso tudo é sentir que colocar o nariz vermelho é tão ou mais prazeroso do que quando eu colocava joelheiras e tênis para jogar voleibol.

O palhaço representa a minha essência.

A Operação Arco-Íris é a paixão da minha vida.”

 

 

 

Pessoal do Jaleco

 

Dr. Antonio Carlos Madeira de Arruda

Diretor do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus há 15 anos.

"Hospital por definição lembra sofrimento, doença, angústia e dor... Quando você é pediatra, como no meu caso, essas sensações são elevadas a enésima potência, pois ver crianças doentes acaba sendo mais sofrido e complicado.

No caso do Hospital Menino Jesus, sempre pensamos em maneiras de atenuar essa sensação de dor e uma das formas é através do trabalho de vocês.

A Operação Arco-Íris traz muita alegria para o ambiente hospitalar e acredito que essa atuação de vocês faz muito bem para os pacientes e chega a reduzir o tempo de internação em alguns casos.

Vocês atuam de forma muito lúdica e as brincadeiras que fazem acabam desarmando um estado emocional de tensão. O hospital precisa ser um ambiente sério, mas não carrancudo.

 

 

O trabalho de vocês influencia sobremaneira no clima do hospital, tornando-o mais harmonioso.

O profissional de saúde e os funcionários também são atingidos pela presença do palhaço.

Muitas vezes, recebemos casos em que sabemos que a criança não irá se curar e isto é muito frustrante para o profissional de saúde. Nestes momentos, o palhaço consegue trazer uma leveza para o ambiente e o estado emocional do profissional de saúde muda. Deste modo, conseguimos atender com mais carinho e atenção. Assim, a atuação de vocês é muito ampla, pois não só atinge as crianças, mas todo o hospital.

Por fim, estamos muito felizes com esta parceria com a Operação Arco-Íris e queremos fortalecê-la cada vez mais. Ah! Essa caneca que você me deu, vou guardar como um troféu."

 

 

 

“Eu nasci com a paixão de ser enfermeira, desde pequena tinha esse sonho, para mim a enfermagem é uma arte e faço tudo para o bem das crianças. Por mim, vocês podiam vir todos os dias, sinto falta quando vocês vão embora. Para as crianças é muito importante se distrair e dar risada, pois é bem difícil a rotina deles aqui.

 

Quando vocês chegam e vão brincando com todo mundo, o ambiente fica melhor e mais alegre. Vocês vem pelas crianças, mas a gente aproveita também, até os pais brincam e se divertem. Para mim o palhaço simboliza a alegria e a distração para os dias difíceis. Parabéns! Continuem fazendo o papel maravilhoso que vocês fazem que é alegrar as crianças. Eles precisam muito!”

 

Enfermeira do Hospital Infantil Menino Jesus.

Socorro Rodrigues Gomes